Prevendo falhas, quebras e prejuízos
- Jonatas Liberato
- 4 de jun. de 2025
- 4 min de leitura
No agronegócio brasileiro, colhedoras, tratores, plantadeiras e outros equipamentos são o coração da produção agrícola.

No entanto, a quebra inesperada desses maquinários tem sido uma dor de cabeça histórica, evoluindo de desafios mecânicos rudimentares no passado para problemas complexos no presente, com impactos financeiros e operacionais significativos.
Com a safra recorde de 167,4 milhões de toneladas projetada para 2024/2025 pela Conab, a gestão eficiente desses ativos é vital.
Este artigo traça a jornada da quebra de equipamentos, analisa os impactos atuais com dados concretos, explora como máquinas geram dados hoje, e projeta o futuro, destacando como a manutenção preditiva com ciência de dados e IA pode se tornar um aliado indispensável.
O Passado: era da manutenção reativa
No início do século XX, o uso de tratores no Brasil era limitado, com máquinas importadas como as testadas em Nebraska (1919) marcando o início da mecanização. A manutenção era puramente reativa – reparos ocorriam apenas após quebras, muitas vezes em campos distantes, levando a atrasos de semanas.
Sem tecnologia, a durabilidade média de um trator era de 5 a 7 anos, com falhas frequentes devido ao desgaste de peças simples como correias e engrenagens. A falta de peças de reposição e a dependência de mão de obra não qualificada amplificavam os custos, que podiam chegar a 30% do valor inicial do equipamento ao longo de sua vida útil.
Dores de cabeça para o produtor
Quando uma colhedora ou trator quebra, o impacto é imediato: a colheita para, grãos ficam expostos ao clima e a operação atrasa. Além disso, os custos de reparo e a perda de produtividade afetam diretamente o lucro do produtor. Em safras recordes como a de 2024/2025 (167,4 milhões de toneladas, segundo a Conab), margens já apertadas – com lucro líquido da soja em R$ 1.695/hectare em terras próprias – tornam essas falhas ainda mais críticas.

Impactos no campo
Hoje, o cenário mudou, mas os desafios persistem. A mecanização avançou, com colhedoras gerando até 30 GB de dados por dia e tratores equipados com sistemas eletrônicos complexos. No entanto, quebras inesperadas ainda custam caro. Estudos indicam que falhas não previstas podem reduzir até 20% da capacidade operacional anual de grandes fazendas, segundo Mordor Intelligence (2025).
No Brasil, o mercado de máquinas agrícolas deve atingir US$ 159,73 bilhões em 2025, crescendo para US$ 207,78 bilhões até 2030, refletindo a dependência do setor. Custo logístico subiu mais de 50% desde janeiro de 2025, e uma colhedora parada pode gerar perdas de R$ 10.000 a R$ 15.000 por dia em safras de soja no Centro-Oeste, onde margens já são apertadas (lucro líquido de R$ 1.695/hectare, Brazil Journal, 24/05/2025).
As causas atuais incluem falta de manutenção (50% dos casos, segundo estimativas da Embrapa, 2024), condições adversas como solos úmidos que danificam componentes hidráulicos, e uso inadequado por operadores sem treinamento.
O desgaste natural de peças como filtros e transmissões em colhedoras de alta performance, operando 12 horas diárias, agrava o problema, com reparos custando entre R$ 5.000 e R$ 20.000 por incidente, dependendo da complexidade.
Geração de dados por equipamentos modernos
Colhedoras, tratores e plantadeiras atuais são verdadeiras "minas de dados". Uma colhedora moderna, como a New Holland T8.270, gera até 30 GB diários, capturando informações sobre rendimento, umidade, velocidade, pressão hidráulica e vibrações via sensores IoT.
Tratores equipados com ECUs (unidades de controle eletrônico) monitoram temperatura do motor, carga na transmissão e desgaste de pneus, produzindo 10 a 15 GB por dia. Esses dados são transmitidos em tempo real via telemática, permitindo análises detalhadas.
Por exemplo, variações de pressão na embreagem podem indicar falhas iminentes, enquanto vibrações anormais alertam sobre rolamentos desgastados. Essa riqueza de informação, se bem aproveitada, transforma a gestão de máquinas.
O Futuro: manutenção preditiva como aliado indispensável
O futuro do agronegócio passa pela manutenção preditiva. Modelos baseados em IA analisam dados históricos e em tempo real, prevendo falhas com até 97,3% de precisão, como demonstrado em estudos com gradient-boosted trees (EUDL, 2023). Sensores IoT em colhedoras podem antecipar quebras de correias com 48 horas de antecedência, enquanto algoritmos monitoram tratores para agendar manutenções em períodos de baixa atividade, como a entressafra.
A Deloitte (Vizio.ai, 2024) relata que fazendas com manutenção preditiva aumentaram a disponibilidade de máquinas em 30% e o rendimento em 10%. No Brasil, com o crescimento do mercado de máquinas e a pressão por eficiência, essa tecnologia pode reduzir custos de reparo em 15% (Embrapa, 2024) e evitar perdas de R$ 500 milhões anuais em downtime.
Projeções indicam que, até 2035, 70% das grandes operações agrícolas adotarão soluções preditivas, integrando IA com dados climáticos e de solo para decisões holísticas. A automação de diagnósticos via software, como o PicoScope6 testado em tratores T8.270, promete reduzir o tempo de reparo em 40%, minimizando impactos em safras futuras.
Soluções para evitar quebras
Manutenção Preditiva com IA: Colhedoras geram até 30 GB de dados por dia, que podem ser usados para prever falhas e planejar reparos.
Treinamento de Operadores: Capacitar a equipe para operar corretamente reduz o risco de danos.
Manutenção Regular: Seguir os manuais e realizar inspeções diárias evita desgastes prematuros.
Tecnologia de Monitoramento: Sensores e GPS ajudam a identificar problemas em tempo real, minimizando paradas.
Conclusão
A quebra de equipamentos evoluiu de um problema mecânico simples para um desafio tecnológico complexo, com impactos que vão desde perdas diárias de R$ 15.000 até uma redução de 20% na capacidade anual. A geração de dados por colhedoras e tratores abre portas para a manutenção preditiva, que, com IA, prevê falhas, otimiza recursos e protege lucros. A AgroQuant oferece soluções para transformar esses dados em ação, garantindo a resiliência do seu negócio. Baixe nosso eBook em agroquant.com e prepare sua fazenda para o futuro!
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